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Relojoeiros mantêm raridades

Por Posted in - Na Mídia on fevereiro 2nd, 2015 0 Comments Relojoeiros mantêm raridades

Hábeis mãos colocam em funcionamento relógios do século passado. Num piscar de olhos, o antigo cuco volta a trabalhar.

FREE-LANCE PARA A FOLHA
Hábeis mãos colocam em funcionamento relógios do século passado. Num piscar de olhos, o antigo cuco volta a trabalhar.
Essa é a rotina de Baltazar Joaquim de Paula, 55, que há 25 anos se dedica ao ofício no Centro de Relógios Antigos, em São Paulo.

Todo o trabalho de recuperação e conserto de relógios antigos é realizado artesanalmente.
Com a falta de peças para reposição, a saída é confeccioná-las. Na loja, Joaquim de Paula conserta, compra e vende relógios de corda.

“Os relógios a ‘quartz’, mecanismo dos atuais, não têm conserto. As peças são apenas substituídas”, diz ele.
Joaquim de Paula não reclama do movimento. Conserta, em média, 20 relógios por semana.
Com esse volume de trabalho, consegue uma receita mensal de R$ 8.000. Para dar conta do recado, mantém ainda dois funcionários que o auxiliam no trabalho.

“A peça mais antiga que já passou pelas minhas mãos foi um relógio de 1640”, afirma.

Outra empresa que só trabalha com relógios raros é a Galeria do Relógio Antigo. Lá, peças com menos de 30 anos não entram.

Especializada em restauração, a empresa presta diversos serviços -de consertos de mecanismos a recuperação de caixas.
O negócio mantém uma oficina com três relojoeiros, que consertam e confeccionam peças, e uma marcenaria, onde são recuperadas as caixas de madeira.

O preço de uma restauração varia de R$ 150 a R$ 400. Paulo Tavares, 38, gerente da Galeria do Relógio Antigo, diz que a oficina faz uma checagem geral na peça, mesmo se o problema estiver na corda.

“Um relógio de cem anos já está acostumado a funcionar de uma forma, não dá para mexer em uma parte localizada”, explica.

O trabalho de conserto de relógios é tão minucioso que o objeto é todo desmontado para que as peças sejam retificadas.
A preocupação com a qualidade não é por acaso. As peças que chegam nas oficinas são praticamente únicas. É raro encontrar uma similar no mercado.

“Esses objetos podem não ter valor de mercado, mas, em compensação, o valor sentimental tem levado muitas pessoas a procurarem nossos serviços”, diz Tavares.

Onde encontrar –

Centro de Relógios Antigos: r. Rocha, 93, tel. (011) 289-5633;

Galeria do Relógio Antigo: r. Afonso Brás, 618, tel. (011) 822-0860.

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